Rua do Bom Jesus
Nos meados dos anos 1500, o Recife era apenas o atual Recife Antigo, sendo um pequeno povoado localizado ao Sul de Olinda - que abrigava a sede do governo da capitania de Pernambuco.
Era um arraial ligado ao
porto, sofrendo poucas alterações até meados de 1600.
Tudo muda com a chegada dos holandeses, que destroem parte de Olinda e passam a ocupar as ilhas que hoje formam o Recife.
O Brasil Holândes tinha liberdade religiosa, assim como havia nos Países Baixos. Pernambuco, então, passou a receber muitos judeus.
Dentre os judeus havia Duarte Saraiva, importante
comerciante português que compra o terreno que seria a “raiz” da Rua do Bom
Jesus, em 1635. Na época, ela era conhecida como “Rua do Bode” (Bockestraet).
Existem relatos de que a casa de Sariava era ponto
de reunião e culto de Judeus chegados da Holanda e cristãos-novos.
Eles logo começaram a prosperar e ocupar toda aquela área, fazendo a rua ficar conhecida como “Rua dos Judeus”. Lá foi construída a primeira sinagoga das américas, que funcionou até 1654. a Sinagoga Kahal Zur Israel (Rochedo de Israel).
Hoje, a história do judeus na Rua do Bom Jesus é
lembrada. É pouco conhecido, no entanto, que ela também teve um mercado de
escravos - o ‘Merckt opt Jodesnstraat’. Os escravizados chegavam pelo porto,
eram expostos e vendidos em leilões aos senhores de engenho.
Em 1870, o Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano, reconhecendo que naquela rua por muito tempo existiu o Arco do Bom Jesus, a batizou de “Rua do Bom Jesus”. O Instituto, inclusive, atua até hoje para impedir que o nome de ruas histórica sejam mudados.
Entre as décadas de 1910 e 1920, passou por uma grande reforma para ficar semelhante aos moldes das cidades europeias, tendo como espelho. Um incontável número de prédios dos tempos coloniais foi abaixo, mas a Rua do Bom Jesus resistiu…